Due Diligence: entenda o que pode travar sua operação de M&A

26/06/2025 | M & A

A operação de M&A não acontece só na assinatura do contrato, ela começa muito antes, com a etapa mais crítica de todas: a due diligence.

Se você está no meio de uma negociação ou pretende passar por um M&A, entender esse processo pode ser o fator entre uma transação de sucesso e um negócio desfeito em cima da hora.

O que é Due Diligence, afinal?

É o processo de investigação detalhada da empresa-alvo da transação. Ela é utilizada para que o comprador conheça os riscos, passivos, obrigações e inconsistências que podem impactar o valor ou a viabilidade do negócio.

Na prática, é como uma tomografia completa da empresa antes da aquisição: jurídica, contábil, fiscal, trabalhista, ambiental, regulatória, societária, entre outras.

Por que a Due Diligence pode travar uma operação?

  1. Insegurança societária

Cláusulas mal redigidas no contrato social, ausência de acordo de sócios, quotas não formalizadas ou disputas familiares mal resolvidas. Qualquer ruído societário acende o alerta vermelho para o comprador.

  1. Passivos trabalhistas ocultos

Funcionários sem registro formal, acordos informais de remuneração ou acúmulo de funções sem documentação. O risco recai sobre quem compra.

  1. Contabilidade criativa

Desorganização financeira, receitas que não batem com o extrato, ausência de DRE confiável. Isso impacta diretamente a precificação e pode gerar contingências milionárias.

  1. Contratos frágeis ou inexistentes

Clientes estratégicos sem contrato assinado, fornecedores com cláusulas desequilibradas, ausência de proteção de propriedade intelectual. É o tipo de problema que faz o investidor repensar a operação.

  1. Pendências com órgãos públicos

Multas ambientais, débitos fiscais não parcelados, ausência de licenças ou alvarás. O risco regulatório pode inviabilizar a transação — ou gerar descontos duros no valuation.

E se algo for identificado?

Nem tudo que aparece na due diligence inviabiliza o deal, mas tudo precisa ser analisado com cuidado técnico e estratégico.

Os riscos identificados na due diligence podem ser direcionados no contrato da operação por meio de cláusulas de indenização, renegociação do valor da transação, reorganização societária prévia, estruturação de earn-out, condições suspensivas no contrato, dentre outros.

O segredo está na condução da negociação.

Due Diligence: entenda o que pode travar sua operação de M&A

26/06/2025 | M & A