O que todo gerente jurídico precisa saber antes de uma operação de M&A
Operações de M&A são momentos decisivos para qualquer empresa e para o jurídico interno, podem ser verdadeiras provas de fogo.
O advogado interno da empresa é peça central da estratégia na operação. A sua atuação pode proteger valor, evitar contingências e garantir que a operação aconteça sem ruídos jurídicos que travam ou atrasam o negócio.
A seguir, identificamos alguns pontos extremamente importantes em uma transação de M&A.
- Você vai precisar operar em modo “war room”
M&A é projeto de alta intensidade, com prazos curtos, documentos sensíveis, múltiplas frentes abertas e alinhamento entre diversas áreas.
Você será o elo entre diversas pessoas, desde o jurídico externo, a diretoria executiva, a contabilidade, auditoria e consultores financeiros.
Prepare o time com antecedência, organize os documentos com inteligência e alinhe expectativas com a liderança.
- A organização prévia é seu maior ativo
Com um jurídico robusto e organizado, o processo de M&A é muito mais leve, faça um checklist básico antes da transação começar e mantenha um padrão de armazenamento interno.
No início da operação ter a estrutura básica prévia bem direcionada fará com que tenhamos velocidade.
- Due Diligence não é só “checklist jurídico”
É comum o jurídico interno achar que a due diligence é tarefa do escritório externo, mas o jurídico interno é o maior curador da informação.
O sucesso da auditoria depende da qualidade, velocidade e transparência dos documentos fornecidos e também da capacidade do time de fazer a triagem prévia do que realmente pode impactar a operação.
- O contrato de compra e venda é a última etapa, não a primeira
Heads jurídicos muitas vezes focam no SPA como o ápice do trabalho. Mas ele é o reflexo de tudo que veio antes: governança, estrutura societária, due diligence, riscos contingenciados, modelagem tributária. O melhor contrato do mundo não salva uma estrutura mal organizada.
- Comunicação e alinhamento com C-Level é fundamental
Você será a ponte entre o time técnico e os decisores da empresa. Traduza riscos jurídicos em impacto financeiro. Explique por que uma cláusula parece “exagerada”, mas pode representar milhões em responsabilidade futura.
Fale a língua do negócio. Advogados que conseguem traduzir riscos em valor são os que ocupam o centro da mesa nas decisões estratégicas e são lembrados depois que o deal fecha.
- Tenha um parceiro externo que jogue no mesmo time
Nem todo escritório entende o papel do jurídico interno como estratégico. Aqui no Moreira Cruz, atuamos lado a lado com os heads jurídicos respeitando seus processos, reforçando sua atuação e entregando valor técnico sem burocracia.